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Edição 350 | 26 de agosto de 2022

Auxílio Brasil: 76% dos beneficiários deixaram de comprar carne, leite e afins

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Auxílio Brasil: 76% dos beneficiários deixaram de comprar carne, leite e afins

Pesquisa é da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro, feita nos dias 13, 14, 20 e 21 de agosto em quatro supermercados

76% dos beneficiários do Auxílio Brasil no Rio de Janeiro deixaram de comprar carne bovina, leite e derivados nos últimos meses. A pesquisa é da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), realizada nos dias 13, 14, 20 e 21 de agosto em quatro supermercados das zonas Norte e Oeste da capital fluminense. A expectativa é de que com o aumento do valor pago pelo Governo Federal os consumidores voltem a realizar compras desses itens.

Quando a abordagem inclui também os beneficiários do Vale-Gás, Auxílio Caminhoneiro e Bem-Taxista, a associação destaca que 87% dos entrevistados vão utilizar os pagamentos para compras de alimentos ou bebidas. No entanto, a compra de botijão de gás corresponde a 82% daqueles que não vão utilizar todo o dinheiro em compras nos supermercados ou mercearias de bairro.

Segunda a diretora-geral da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), Ana Paula Rosa, a tendência é de que os cariocas priorizem a alimentação nos próximos meses.

Fonte: Band News UOL

Setor de alimentos foi o destaque, com alta de 2,97% e impacto de 0,69 p.p. no IPP

Foto: Jonathan Campos/AEN-PR

Inflação da indústria fica em 1,21% em julho e acumula 11,46% no ano

Os preços no setor industrial tiveram alta de 1,21% em julho, em relação ao mês anterior, após uma variação de 1,01% na passagem de maio para junho. No acumulado do ano, o indicador atingiu 11,46%, segunda maior taxa registrada para um mês de julho desde o início da série histórica, em 2014. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa foi de 18,04%, caindo em relação ao verificado em junho (18,78%).

Os dados, divulgados hoje (26) pelo IBGE, são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete. Das 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação pesquisadas, 17 apresentaram alta em julho.

A maiores influências no resultado de julho (1,21%) vieram de alimentos (0,69 ponto percentual), refino de petróleo e biocombustíveis (0,46 p.p.) e, no lado das quedas, metalurgia (-0,27 p.p.). Já as maiores variações mensais ficaram por conta de fabricação de produtos do fumo (7,01%), metalurgia (-4,03%), refino de petróleo e biocombustíveis (3,45%) e alimentos (2,97%).

“Os destaques no mês foram os grupos de alimentos e de refino de petróleo e biocombustíveis. Os dois juntos responderam por 1,15 pontos percentuais da variação de 1,21% ocorrida no mês de julho”, frisa o gerente do IPP, Manuel Campos.

A alta de 2,97% no setor de alimentos, atividade com maior peso na taxa de julho (23,66%), teve grande impacto no cálculo do índice no mês. “Os produtos que mais influenciaram o resultado foram o leite e seus derivados, seguido pelo açúcar, derivados de soja e carnes e suas miudezas de aves congeladas”, explica o analista.

Já o aumento de 3,45% em julho no refino de petróleo e biocombustíveis contribuiu para manter o grupo na primeira posição da variação acumulada no ano (35,99%) assim como no índice nos últimos 12 meses (59,94%). “Os grandes responsáveis pelo aumento no mês foram o óleo diesel e a gasolina. Este valor nos últimos doze meses, apesar de elevado, fica distante do recorde de 106,57% ocorrido em maio de 2021”, destaca Campos.

Quanto à metalurgia, na comparação julho contra junho, a variação de preços da atividade foi de -4,03%, quarta variação negativa de preços no ano e a mais intensa. Desta forma, o setor acumulou uma variação de -1,32% no ano e de 2,09% em 12 meses.

A variação de preços de 1,21% em relação a junho repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: 2,14% de variação em bens de capital; 1,08% em bens intermediários; e 1,28% em bens de consumo, sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis foi de -0,01%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis foi de 1,51%. A principal influência veio dos bens intermediários, cujo peso no índice geral foi de 59,10% e respondeu por 0,64 p.p. da variação de 1,21% do IPP.

O gerente analisa ainda que as variações nas taxas cambiais no período também ajudam a explicar os resultados do índice. “A valorização do dólar frente ao real em 6,3%, maior variação positiva nos últimos doze meses, elevou o preço dos produtos de exportação, como, por exemplo, o farelo de soja, e também os custos das matérias primas e insumos que são importados”.

Mais sobre a pesquisa

O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados, mensalmente. As tabelas completas do IPP estão disponíveis no Sidra.

Fonte: Agência de Notícias

O número de empregos na indústria mineira avançou pelo sexto mês consecutivo

Foto: Divulgação

Produção industrial volta a crescer no Estado em julho, diz a Fiemg

Em julho, indicador subiu 2,8 pontos e atingiu patamar que aponta elevação

A produção industrial em Minas Gerais voltou a crescer em julho. De acordo com o estudo Sondagem Industrial de Minas Gerais, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o índice de evolução da produção aumentou 2,8 pontos em julho frente ao mês anterior. Com a alta, o indicador ultrapassou a barreira dos 50 pontos – fronteira entre queda e elevação –, mostrando crescimento da produção (50,4).

No período, o emprego industrial também cresceu. Os estoques ficaram menores, resultado que pode ser atribuído a uma demanda maior que a esperada pelos empresários industriais.

De acordo com os dados da Fiemg, apesar da alta de 2,8 pontos entre junho e julho no índice de evolução da produção, houve recuo de 5,1 pontos na comparação com julho de 2021, quando estava em 55,5 pontos, sendo o mais baixo para o mês em seis anos.

Em julho, houve expansão do emprego industrial pelo sexto mês consecutivo, chegando a 51,7 pontos. O índice cresceu 0,3 ponto ante junho (51,4 pontos) e diminuiu 0,8 ponto em relação a julho de 2021 (52,5 pontos).

O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual cresceu 1,8 ponto em julho (45,2 pontos) frente a junho (43,4 pontos). Ao ficar abaixo dos 50 pontos, o indicador mostrou que as empresas operaram com capacidade produtiva inferior à habitual para o mês. Em relação a julho de 2021 (49,4 pontos), o índice caiu 4,2 pontos, mas ficou 3,7 pontos acima da sua média histórica (41,5 pontos).

Segundo a economista da Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Fiemg, Daniela Muniz, apesar do aumento da produção, a indústria ainda enfrenta gargalos que interferem no uso da capacidade instalada.

“Apesar do aumento da produção e do índice de utilização da capacidade instalada em julho, as empresas ainda operaram com capacidade produtiva inferior à habitual. Isso pode ser resultado da falta de insumos. As indústrias se adaptaram e se organizaram para tentar superar. Houve uma melhora, já passamos o período mais crítico da pandemia, mas ainda não normalizou. Tivemos ainda um novo lockdown na China, atrasando o retorno da normalidade na cadeia de produção, apesar de afetar menos”.

Em relação aos estoques de produtos finais das indústrias, os mesmos ficaram estáveis, com 49,9 pontos em julho. No período, as empresas registraram estoques abaixo do planejado pela segunda vez consecutiva, atingindo 49,5 pontos no mês.

“Os estoques da indústria encerraram julho em níveis abaixo do planejado pela segunda vez consecutiva e abaixo de 50. Isso sugere que, provavelmente, a demanda foi acima da esperada pelos empresários”.

Otimismo cresce no setor

Em relação às expectativas em agosto para os próximos seis meses, os empresários industriais se mostraram mais otimistas. O índice de expectativa de demanda registrou 59,2 pontos em agosto, elevação de 1,2 ponto em relação a julho (58 pontos). A perspectiva de aumento da demanda ocorre pela 26ª vez seguida.

O indicador de expectativa de compra de matérias-primas avançou 0,6 ponto entre julho (56,9 pontos) e agosto (57,5 pontos). O índice de expectativa de número de empregados registrou 54 pontos em agosto, aumento de 1,8 ponto ante julho (52,2 pontos).

O indicador de intenção de investimento marcou 60,9 pontos em agosto, aumento de 2,5 pontos ante julho (58,4 pontos). Entretanto, na comparação com agosto de 2021 (61,2 pontos), o índice recuou 0,3 ponto.

“Com a normalização das atividades, após o maior controle da pandemia de Covid-19, os empresários perceberam que o pior já passou. O otimismo em relação aos próximos seis meses também é resultado das medidas de estímulos anunciadas pelos governos. A desoneração de impostos em itens que pesam nos custos da indústria – combustíveis e energia elétrica – e aumento dos benefícios sociais fizeram com que os empresários se mostrassem mais otimistas em relação à demanda, à compra de matérias-primas e ao número de empregados nos próximos seis meses. As intenções de investimento também cresceram em agosto”.

Fonte: Diário do Comércio

Alteração nova tabela do IPI

Foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União – DOU, de 24/08/2022 o Decreto n.º 11.182/2022 que altera a Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI, aprovada pelo Decreto nº 11.158, de 29 de julho de 2022. De acordo com a norma ficam alteradas, na forma do Anexo I, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI, aprovada pelo Decreto nº 11.158/2022, incidentes sobre os produtos classificados nos códigos relacionados no referido Anexo. A publicação do Decreto teve como objetivo reonerar o IPI de produtos produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) e atender decisão judicial proferida em Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI que novamente determinou a preservação da competitividade dos produtos produzidos naquela região. A norma entra em vigor na data de sua publicação. Mais informações e esclarecimentos sobre o tema podem ser solicitados pelas associadas SINDUSCARNE à Gerência Tributária, pelo telefone (31) 3263-4378 ou pelo e-mail: tributario@fiemg.com.br.

Fonte:Fiemg

No dia 1º de setembro, a FIEMG Regional Vale do Aço, por meio da Gerência de Meio Ambiente, realizará a “Capacitação sobre Aplicação de Penalidades por Descumprimento da Legislação Ambiental”.

O evento tem o objetivo de capacitar os participantes sobre apuração de responsabilidade por infringência à legislação ambiental no estado de Minas Gerais: fiscalização, aplicação de penalidades e trâmite dos respectivos processos administrativos.

As vagas para participação são limitadas. Não perca tempo. Faça sua inscrição pelo link abaixo.

Clique aqui e faça sua inscrição.

Fonte: Terra