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Edição 339 | 10 de junho de 2022

Restaurantes esperam movimento maior no Dia dos Namorados

Sem restrições de horário, procura deve crescer até 30%, mas margens estão menores devido à alta dos custos

Perfumes, flores, chocolates para ela. Vinhos, itens de tecnologia, roupas para ele. Ou de tudo um pouco para ambos – eis a melhor opção de presente para o Dia dos Namorados. Mas, na hora de trocar as lembranças, nada melhor que um jantar romântico, com luz indireta e música, na mesa de um bom restaurante da cidade.

E é contando com isso que os proprietários de bares e restaurantes em Belo Horizonte esperam um aumento nas vendas de 20% a 30% no próximo dia 12 na comparação com o ano passado. “Como o Dia dos Namorados, neste ano, cairá em um domingo, muitos casais devem iniciar as comemorações já nesta sexta-feira (10), o que beneficia diretamente o setor de alimentação fora do lar”, avalia o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel.

“Isso sem falar que a situação hoje, felizmente, é bem melhor que em 2021, quando encarávamos um momento severo de restrições por causa da Covid-19”, acrescenta.

No ano passado, a Prefeitura de Belo Horizonte abriu uma exceção sobre a regra que determinava o funcionamento das casas até às 19h, permitindo que, no Dia dos Namorados, elas ficassem abertas até uma da manhã. “Agora, sem limitações de horário e com a população amplamente vacinada, podemos dizer que o cenário atual quase se assemelha àquele que vivíamos antes da pandemia”, afirma Daniel.

Custo afeta a lucratividade

Muitos restaurantes vão trabalhar com lotação máxima de sexta-feira a domingo. Mas, mesmo com o aumento nas vendas, a lucratividade certamente não será a mesma, já que os empresários do setor não estão conseguindo repassar os custos dos insumos para os cardápios.

Pesquisa da Abrasel-MG realizada com 235 empreendedores do segmento, entre 4 e 16 de maio, revelou que 77% dos entrevistados não conseguiram reajustar os preços acima da inflação média em abril. “Mas ainda assim o período por si só é, naturalmente, de boas vendas. O brasileiro faz questão de celebrar as datas marcadas no calendário. E, depois de uma pandemia que nos confinou por tanto tempo, percebo que as pessoas estão desejosas por confraternizar”, diz o presidente da entidade.

Ele acredita que, diante do movimento e para não deixar a clientela insatisfeita, a principal estratégia dos estabelecimentos será criar mais de um horário de reserva, com tempo máximo de permanência, de modo que o salão não fique congestionado. “Além disso, como a data tem um forte apelo romântico, vale sempre a pena investir em decoração temática, pratos bem elaborados e tudo que seja capaz de criar a atmosfera ideal para este momento, afinal nos restaurantes não vendemos comida, mas sobretudo boas experiências”, recomenda Matheus Daniel.

Estratégia

Em seu restaurante Omilía, no Vila da Serra, o chef Gabriel Trillo está seguindo a receita à risca. A casa vai oferecer música ao vivo instrumental para dar um tom ainda mais romântico ao ambiente naturalmente intimista e acolhedor do restaurante. “Além daquilo que a gente já faz todos os anos, que é elaborar um menu degustação especial com um preço bacana e uma oferta de produtos extremamente sazonal com pratos elaborados especificamente para a ocasião”, diz o chef.

Trillo confia que o fato do Dia dos Namorados cair no domingo irá ampliar a clientela e alavancar as vendas. “Com isso, faremos três eventos: um na sexta-feira (10), outro no sábado (11) e o terceiro no domingo (12), disponibilizando de dois a três horários de reserva para os casais que desejam celebrar o momento. A expectativa é que nesses três dias a casa fique cheia e tenhamos uma alta rotatividade de lugares em nosso salão”, conclui.

Fonte: Diário do Comércio

Safra de grãos 2021/22 deve alcançar recorde de 271 milhões de toneladas

Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que produção de grãos na safra 2021/22 deve alcançar 271,3 milhões de toneladas, um novo recorde na série histórica. O volume representa um incremento de 6,2% em comparação com a temporada anterior, o que significa cerca de 15,8 milhões de toneladas, de acordo com 9º Levantamento da Safra de Grãos divulgado na quarta-feira (8).

“A estimativa inicial da Companhia era de uma safra ainda maior quando, no primeiro levantamento, era esperada uma produção de 288,6 milhões de toneladas. Mesmo com a redução na expectativa em 6,4%, os agricultores brasileiros serão responsáveis pela maior safra da série histórica. O bom desempenho ocorre mesmo em um ano em que as culturas de primeira safra, principalmente soja e milho, foram afetadas pelas condições climáticas adversas registradas na Região sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul”, destaca o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Na atual temporada, o destaque é a recuperação de 32,3% na produção de milho. Com uma produção estável na 1ª safra do cereal, próxima a 24,8 milhões de toneladas, a 2ª safra do grão tende a registrar uma elevação de aproximadamente 45% se comparada com o ciclo anterior, passando de 60,7 milhões de toneladas para 88 milhões de toneladas. “No entanto, ainda precisamos acompanhar o desenvolvimento das lavouras, principalmente nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Nesses locais, a cultura se encontra em estágios de desenvolvimento em que o clima exerce grande influência no resultado final. Considerando a segunda safra, cerca de 25,5% do milho do país ainda está sob influência do clima”, explica o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.

De acordo com o Progresso de Safra, publicado nesta semana pela Conab, a colheita do cereal de 2ª safra está em fase inicial, sendo Mato Grosso o estado com a maior área colhida registrada.

“As primeiras lavouras têm apresentado bons rendimentos, pois foram semeadas em período ideal. Já a onda de frio, ocorrida em maio, formou geadas de maneira pontual no Paraná, Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais, o que não afetou a produtividade total. O desempenho das lavouras, inclusive, melhorou nos estados paranaense e sul-mato-grossense, devido ao bom regime hídrico”, pondera De Zen.

Assim como no caso do milho, o clima frio não trouxe grande impacto na produção total para o algodão. Só para a pluma, é esperada uma colheita de 2,81 milhões de toneladas, aumento de 19,3% quando comparado com o ciclo 2020/21. Já para o feijão, as baixas temperaturas impactaram a produtividade da lavoura de 2ª safra da leguminosa. Destaque para a influência na variedade cores e preto, com redução na produtividade de 31,8% e 19,7% respectivamente.

“Com as condições climáticas desuniformes entre os estados produtores de feijão, variando entre estiagem e excesso de chuvas, o grão a ser colhido na 2ª safra pode ter a qualidade comprometida”, esclarece o gerente de Acompanhamento de Safras, Rafael Fogaça.

Soja e arroz estão com a colheita praticamente finalizada. Para a oleaginosa, a Conab estima 124,3 milhões de toneladas produzidas, redução de 10,1% em relação à safra anterior, enquanto que o arroz deve atingir uma produção de 10,6 milhões de toneladas, volume 9,9% inferior ao produzido no ciclo anterior.

Culturas de inverno

O plantio das culturas de inverno já está em andamento. Destaque para o trigo, principal grão semeado no país. A atual estimativa é para uma produção de 8,4 milhões de toneladas, um novo recorde para o grão caso se confirme o resultado.

Mercado

Neste 9º levantamento, a Conab manteve as projeções de importação e exportação da safra 2021/2022 para algodão, arroz, feijão e milho. Com a manutenção dessas expectativas, os estoques finais para arroz e feijão foram reduzidos, em virtude da amena queda na produção, sendo estimados em aproximadamente 2 milhões de toneladas e 251 mil toneladas respectivamente. Cenário oposto é encontrado para o milho, no qual a Companhia prevê uma alta de 7,15% no estoque de passagem, mesmo com a maior demanda internacional pelo cereal brasileiro. As exportações do grão devem crescer 77,8% quando comparado ao ano anterior, com estimativa de 37 milhões de toneladas. No algodão, houve redução no consumo interno, passando de 765 mil para 750 mil toneladas.

No caso da soja, os esmagamentos da oleaginosa se apresentam em alta. Já as vendas para o mercado externo estão reduzidas, com isso a previsão de embarque do grão foi atualizado para 75,23 milhões de toneladas. Outro destaque é a queda de 415 mil toneladas na estimativa de consumo interno de óleo de soja, relação ao consumo de 2021, acarretada pela menor produção de biodiesel nos quatro primeiros meses de 2022, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP.

Já o trigo tem previsão de aumento nas exportações. Para a safra 2021 (ano comercial de agosto de 2021 a julho de 2022), a alta esperada é de 5%. Já na próxima produção a ser comercializada entre agosto de 2022 a julho de 2023, o incremento nas vendas externas chega a 50%, passando de mil toneladas para 1,5 mil toneladas.

No mercado doméstico, destaque para o feijão. Embora tenha ocorrido expressiva elevação nos preços da leguminosa até meados de maio, posteriormente, os preços seguiram em trajetória de queda, ocasionada pelo avanço da colheita no Paraná. No entanto, a partir do dia 27 do mês passado, as chuvas retornaram no Paraná, interrompendo a colheita. Na primeira semana de junho, a Companhia registrou uma valorização dos preços do produto, entre R$ 10,00 e R$ 20,00 por saca.

Fonte: Ministério da Agricultura

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Produção de carne de porco aumenta puxada pela inflação da proteína bovina

Segundo o IBGE, o Brasil abateu mais de 13,6 milhões suínos nos primeiros três meses de 2022.

Puxada pela inflação da carne bovina, a produção da carne de porco aumentou. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil abateu mais de 13,6 milhões de suínos no primeiro trimestre de 2022 — 7,2% a mais que o 1º trimestre do 2021. Veja a reportagem completa acima.

Este é considerado o melhor resultado para o período, desde o início da série histórica, em 1997.

O abate de bovinos cresceu menos 5,5% no primeiro trimestre, depois de dois anos de quedas. Foram 6,96 milhões de cabeças abatidas.

Já o abate de frangos registrou queda de 1,7% no primeiro trimestre desse ano, se comparado com o mesmo período do ano passado.

O supervisor da pesquisa estatística da produção pecuária do IBGE, Bernardo Viscardi, diz que a demanda externa, principalmente da China, e os preços mais caros da carne bovina, ajudaram a aumentar o abate de suínos no Brasil e a reduzir o preço no mercado interno.

“A carne suína vem com uma carne substituta à carne bovina. Ela não subiu tanto de preço, justamente pela amplidão da oferta. A oferta vem aumentando recorde atrás de recorde ao longo dos trimestres”, diz Bernardo.

O preço da carne de porco caiu 5,5% até abril deste ano, enquanto as carnes no geral tiveram aumento de mais 3%.

Fonte: G1

Com inovação tecnológica, Brasil pode garantir segurança alimentar e sustentabilidade, diz ministro

Em evento em Campinas, Marcos Montes disse que o Brasil pode dar as respostas que o mundo precisa para garantir a produção de alimentos necessária para a população mundial.

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, disse nesta terça-feira (7) que a inovação tecnológica é fundamental para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade na produção agropecuária. Em palestra durante o evento One Agro, em Campinas (SP), ele disse que o Brasil pode dar as respostas que o mundo precisa para garantir a produção de alimentos necessária para a população mundial.

Segundo ele, o Mapa trabalha atualmente com três eixos principais: segurança alimentar, sustentabilidade e inovação. “Esses três eixos fazem com que tenhamos certeza de que vamos dar essa resposta ao mundo. A inovação tecnológica é o fio que liga a segurança alimentar e a sustentabilidade. Se não houvesse esse avanço que tivemos, provavelmente não teríamos essa certeza de que vamos avançar”, disse Montes.

No evento, o ministro também disse que o Plano Safra 2022/2023 deverá ser bastante robusto. “Não é só mais Plano Safra do Brasil, é um Plano Safra Mundial, porque o mundo todo precisa desse plano consistente e robusto”. As diretrizes do atual Plano Safra estão sendo elaboradas pelo Mapa, em conjunto com o Ministério da Economia e o Banco Central. O documento define o montante de recursos que serão destinados com juros equalizados para apoiar a produção agropecuária nacional.

Fonte: Ministério da Agricultura

FIEMG realiza 1º Congresso de Meio Ambiente e Sustentabilidade

Com inscrições abertas, evento terá a participação de palestrantes em seis painéis temáticos

Com o intuito de mobilizar e sensibilizar a indústria sobre os desafios e as oportunidades associados à preservação do meio ambiente, a FIEMG promove, em 13, 14 e 15 de junho, 1º Congresso de Meio Ambiente e Sustentabilidade. As inscrições podem ser realizadas por meio deste link.

Organizado pela gerência de Meio Ambiente da Federação, o congresso conta com uma extensa programação de palestras no formato híbrido, que terão a participação de autoridades, especialistas, profissionais e representantes de entidades públicas e privadas envolvidas com o assunto. Eles vão debater questões da atualidade em sinergia com os compromissos firmados pelo Brasil em acordos nacionais e internacionais, além de temas prioritários para a gestão pública estadual. A abertura do evento terá a presença do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, e da secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, e outras autoridades.

Ao todo, seis paineis temáticos vão abordar "Atualização sobre os principais temas ambientais", "Mudanças climáticas - catalizadores para a economia de baixo custo", "Recursos hídricos - Infraestrutura hídrica", "Biodiversidade - Importância, avanços e ações prioritárias para conservação", "O mercado de crédito e o ESG como facilitador" e "Resíduos sólidos - Plano nacional e logística reversa".

O evento integra o programa Imersão Indústria, que já promoveu em 2022 dois importantes eventos: 1ª Capacitação Política e 1º Congresso de Direito Empresarial.

Clique aqui e saiba todas as informações do congresso e a programação.

Fonte: Fiemg